Por três dias em Parintins, até a Coca-Cola muda de vermelha para azul. Entenda a origem real da rivalidade Garantido x Caprichoso e da lenda por trás do festival.
Durante os três dias do Festival Folclórico de Parintins, no interior do Amazonas, marcas historicamente vermelhas — a Coca-Cola entre elas — trocam sua identidade visual para azul e branco, cores do Boi Caprichoso, enquanto empresas de identidade azul, como algumas operadoras de telefonia e companhias aéreas, adotam o vermelho e branco do Boi Garantido. É um fenômeno de marketing tão incomum que já foi estudado internacionalmente como case de construção de marca: nenhuma outra festa popular no Brasil consegue fazer grandes corporações abrirem mão, mesmo que temporariamente, de sua própria identidade visual histórica só para dialogar com a torcida local.
Esse tipo de detalhe ilustra bem o que torna o Festival de Parintins mais do que “uma festa regional de boi-bumbá”: é o resultado de mais de um século de rivalidade entre duas agremiações que hoje mobilizam uma cidade inteira, movimentam dezenas de milhões de reais em poucos dias e transformam uma lenda popular de origem ibérica em um dos espetáculos mais complexos e organizados do calendário cultural brasileiro — um processo de transformação que a maioria das pessoas fora do Amazonas conhece apenas pelas imagens de alegorias gigantescas transmitidas pela televisão, sem fazer ideia da estrutura de décadas que sustenta cada detalhe daquilo que aparece na tela.
Antes do festival, a lenda que viaja há séculos
O bumba-meu-boi — base de tudo o que acontece hoje em Parintins — é anterior ao próprio festival em séculos, e sua origem é mais complicada do que a maioria dos resumos sugere. A história mais difundida, ambientada em uma fazenda no Maranhão, conta a de Mãe Catirina, mulher escravizada e grávida que desenvolve um desejo irresistível de comer a língua do boi mais bonito da fazenda onde vive com o marido, Pai Francisco. Para satisfazê-la, Francisco mata às escondidas o animal favorito do fazendeiro. Descoberto o crime, o dono da fazenda convoca vaqueiros, curandeiros e um pajé indígena para encontrar o casal e, na maioria das versões, ressuscitar o boi por meio de rituais de cura — um “milagre” que mistura, na mesma narrativa, elementos católicos (a ressurreição), indígenas (a pajelança) e africanos (o protagonismo do casal escravizado).
O que poucos resumos mencionam é que essa trama não nasceu do zero no Brasil colonial. Segundo o dramaturgo e pesquisador Tácito Borralho, a estrutura básica da história — um vaqueiro que comete um erro grave para satisfazer o desejo da esposa e precisa reparar o dano — remete a um conto popular da Península Ibérica, chamado “O vaqueiro que não mentia”, trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses ainda no período colonial e reelaborado, ao longo de gerações, com elementos locais até se tornar a lenda afro-indígena-católica que hoje conhecemos. Historiadores situam o surgimento da manifestação já estruturada como bumba-meu-boi no Nordeste brasileiro por volta do século 18, décadas antes de a tradição chegar à Amazônia — um percurso de séculos que raramente é mencionado quando a lenda aparece resumida em poucas linhas nos guias turísticos do festival.
O elenco tradicional da encenação também é mais numeroso do que o casal protagonista sugere à primeira vista. Além de Pai Francisco e Mãe Catirina, o chamado “Auto do Boi” reúne o Amo (o fazendeiro, dono do animal), os vaqueiros (empregados responsáveis por vigiar o gado e ajudar na perseguição ao casal fugitivo), índios e caboclos (que participam dos rituais de cura), o próprio pajé (curandeiro responsável pela ressurreição) e, em algumas variações regionais, o cazumba ou gazumbá — figura traquina e mascarada que representa o espírito brincalhão de toda a manifestação, mesclando humor e mistério à trama central. O enredo, segundo pesquisadores da cultura popular brasileira, funciona também como um espelho indireto das relações sociais do período colonial: a tensão entre um casal escravizado e um fazendeiro proprietário de terras e de gado, mediada por elementos de fé popular capazes de reverter, ainda que apenas na ficção, uma injustiça cometida contra os mais vulneráveis daquela sociedade.

De brincadeira de rua a espetáculo de arena
A versão amazônica dessa tradição — o boi-bumbá — chegou a Parintins no início do século 20, trazida por migrantes nordestinos e adaptada à realidade local, incorporando lendas e rituais indígenas da região amazônica de forma mais intensa do que a versão maranhense original. É nesse contexto que nasceram os dois bois que hoje dominam o festival: o Boi Garantido, fundado oficialmente em 1913 pelo pescador parintinense Lindolfo Monteverde, com raízes no bairro tradicional da Baixa do São José, e o Boi Caprichoso, fundado poucos meses depois, em 20 de outubro de 1913, pelo retirante nordestino Roque Cid — que apostou, desde o início, em uma estética mais ligada à identidade indígena, adotando o touro negro (posteriormente reformulado nas cores azul e branco) e a estrela como símbolo.
Ou seja: a rivalidade entre Garantido e Caprichoso é mais de cinco décadas mais antiga do que o próprio Festival de Parintins, que só nasceria décadas depois. Durante décadas, os dois bois — ao lado de outras agremiações hoje esquecidas, como Diamantino, Ramalhete e Fita Verde — disputavam espaço nas ruas da cidade em brincadeiras populares informais, sem qualquer estrutura de competição organizada. Essas disputas de rua, segundo pesquisas acadêmicas sobre o tema, muitas vezes resultavam em confrontos diretos entre torcedores das diferentes agremiações, num modelo de “folguedo de rua” bem mais tumultuado e menos regulado do que a disputa técnica e organizada que existe hoje dentro do Bumbódromo.
O festival como evento formal só nasceu em 1965, por iniciativa de um grupo de jovens ligados à Juventude Alegre Católica (JAC), com um objetivo bem distante do espetáculo atual: arrecadar fundos para a construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Na primeira edição, 22 quadrilhas se apresentaram — os bois-bumbás nem sequer participaram. Foi somente em 1966 que Garantido e Caprichoso foram convidados a integrar oficialmente a disputa, e essa participação conjunta transformou de vez a rivalidade de rua em competição estruturada, sob regras e julgamento formal — um processo que, segundo relatos de contemporâneos, contou com a mediação direta de organizadores locais para transferir os conflitos, antes resolvidos nas próprias ruas da ilha, para dentro de um espaço competitivo controlado, com regras e uma comissão avaliadora responsável por decidir, ano após ano, qual dos dois bois apresentou o espetáculo mais completo.


O Bumbódromo e os 21 itens que decidem o campeão
Em 1975, a organização do festival passou a ser responsabilidade da Prefeitura de Parintins, e em 1988 foi inaugurado o Centro Cultural e Desportivo Amazonino Mendes — batizado popularmente de Bumbódromo —, arena com capacidade para cerca de 25 mil pessoas, dividida ao meio entre as torcidas dos dois bois. É lá que acontece, hoje, a disputa mais complexa do calendário folclórico brasileiro: cada apresentação, com duração de até duas horas e meia, é avaliada por uma comissão de nove jurados, especialistas em antropologia e folclore selecionados em diferentes estados do país, divididos em grupos de três por setor, que julgam ao todo 21 itens diferentes, organizados em três blocos.
O Bloco A reúne itens musicais e estruturais comuns aos dois bois; o Bloco B trata de cenografia e coreografia; e o Bloco C concentra os elementos mais artísticos e simbólicos do espetáculo. Entre os itens avaliados estão papéis que dificilmente existem em qualquer outra manifestação popular brasileira com esse grau de formalização: a cunhã-poranga, mulher que representa a guerreira indígena da tribo e precisa expressar força através da dança; o levantador de toadas, responsável por cantar e interpretar ao vivo as canções originais compostas especialmente para aquela edição do festival; o pajé, figura central do “Auto do Boi” que encena o ritual de ressurreição do animal; a porta-estandarte, responsável por carregar o símbolo do boi durante toda a apresentação; e até mesmo a “galera” — ou seja, a própria torcida nas arquibancadas —, que é, oficialmente, um item julgado dentro da competição, avaliada por sua capacidade de interação, canto e organização coletiva ao longo da apresentação, num nível de detalhamento regulamentar que surpreende quem conhece o evento apenas de longe.
Outros itens do regulamento revelam a complexidade quase teatral do espetáculo: a Sinhazinha da Fazenda, personagem que representa a filha do dono da propriedade e precisa dançar com graciosidade em um vestido rodado; a Rainha do Folclore, mulher símbolo que traz para sua apresentação inspirações de diferentes ritmos populares brasileiros; e o item de Toada — Letra e Música, no qual, a cada noite, cada boi seleciona uma composição específica de seu repertório para ser avaliada de forma destacada, ainda que, ao longo de toda a apresentação, os bois tenham liberdade para usar tanto toadas do álbum daquele ano quanto composições de anos anteriores, num equilíbrio entre repertório novo e legado histórico que cada agremiação decide gerenciar à sua própria maneira. O item de encerramento, chamado Organização do Conjunto Folclórico, avalia justamente a coesão de tudo o que foi apresentado ao longo das duas horas e meia de espetáculo — um julgamento sobre o conjunto da obra, e não apenas sobre suas partes isoladas.
A escala de produção por trás desses itens é, em si, motivo de curiosidade: as alegorias móveis usadas pelos dois bois durante a apresentação — estruturas cenográficas montadas especialmente para cada tema anual — podem chegar a 15 metros de altura, exigindo meses de trabalho de artesãos, escultores, costureiras e técnicos especializados em uma verdadeira cadeia produtiva local que emprega, direta ou indiretamente, milhares de moradores da ilha ao longo do ano, muito além dos três dias de festival propriamente ditos. Essa produção começa, em muitos casos, logo após o encerramento da edição anterior, com a definição do tema do ano seguinte e o início do trabalho de composição das toadas que só serão reveladas ao público meses depois, já perto da data do festival.
Esse último detalhe explica um dos costumes mais curiosos do Bumbódromo: durante a apresentação de um dos bois, a torcida do adversário permanece em silêncio absoluto — não por educação espontânea, mas porque qualquer manifestação sonora da torcida rival durante a contagem de pontos do item “Galera” poderia, em tese, ser vista como interferência na avaliação daquela noite específica. Esse silêncio coletivo e disciplinado, mantido por milhares de pessoas simultaneamente, é frequentemente apontado por visitantes de primeira viagem como um dos momentos mais surpreendentes de toda a experiência do festival — um contraste direto com a explosão de som, cor e movimento que domina o restante do espetáculo.

O impacto econômico e o reconhecimento oficial
O Festival de Parintins deixou de ser, há muito tempo, apenas uma disputa cultural: tornou-se também um motor econômico relevante para uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, localizada a cerca de 420 quilômetros de Manaus e acessível principalmente por via fluvial ou aérea, já que não há ligação rodoviária direta com a capital do estado. Durante os três dias de festa, a população da ilha costuma dobrar de tamanho, e estimativas da Amazonastur — órgão de turismo do estado do Amazonas — apontavam, em edições recentes, uma movimentação de cerca de R$ 120 milhões na economia local ao longo do período, incluindo hospedagem, alimentação, transporte fluvial e venda de produtos oficiais das duas agremiações. Fora do período do festival propriamente dito, a cidade também recebe, entre outubro e maio, entre 16 e 20 navios de cruzeiro internacional que incluem Parintins em seus roteiros pela Amazônia, atraídos justamente pela fama construída pelo evento — um fluxo turístico que dificilmente existiria, nessa escala, numa cidade do interior amazônico sem a força simbólica acumulada por seis décadas de festival.
Esse impacto econômico também molda a vida cotidiana da população durante boa parte do ano, e não apenas nos três dias de disputa. A produção das alegorias, dos figurinos e das toadas de cada boi funciona como uma verdadeira economia paralela sazonal, mobilizando artesãos, compositores, coreógrafos e costureiras muitos meses antes do festival propriamente dito, e criando um ciclo produtivo que estrutura parte significativa da vida econômica e social da ilha ao longo de todo o ano — o que ajuda a explicar por que a rivalidade entre os dois bois vai muito além do entretenimento: ela sustenta, direta ou indiretamente, uma fatia relevante da economia local durante praticamente doze meses seguidos.
Esse reconhecimento também se traduz institucionalmente: o complexo cultural do boi-bumbá do Médio Amazonas e de Parintins, incluindo o próprio formato de espetáculo de arena que caracteriza o Bumbódromo, foi reconhecido oficialmente como patrimônio cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2018 — um reconhecimento distinto e mais recente do que o concedido, ainda em 2012, à manifestação do bumba-meu-boi maranhense em geral, evidenciando que a variante amazônica desenvolveu, ao longo de décadas, uma identidade cultural e um formato de espetáculo próprios, distintos o suficiente para merecer um reconhecimento separado.
Dois mitos comuns
Mito 1: “É apenas uma festa regional de pequeno porte.” Os números contrariam essa ideia: o Festival de Parintins é frequentemente citado como o segundo maior evento popular anual do Brasil em público mobilizado, atrás apenas dos carnavais do Rio de Janeiro e de Salvador — uma escala que raramente é associada, no imaginário do restante do país, a um município do interior do Amazonas acessível principalmente por via fluvial ou aérea, sem ligação rodoviária direta com a capital do estado.
Mito 2: “O bumba-meu-boi é a mesma manifestação em qualquer lugar do Brasil.” Não é o caso. No Maranhão, onde a tradição é mais antiga e mais amplamente reconhecida, ela se divide em diferentes “sotaques” regionais — como o de matraca, o de zabumba e o de orquestra —, cada um com instrumentos, ritmos e vestimentas próprios, apresentados majoritariamente em cortejos de rua. Em Parintins, a mesma lenda de base foi reelaborada em um formato completamente distinto: um espetáculo de arena, com alegorias que chegam a 15 metros de altura, julgamento técnico formal por comissão de jurados e uma escala de produção que não tem equivalente direto em nenhuma outra região do país.
Mito 3: “A torcida no Bumbódromo é espontânea, sem qualquer organização por trás.” Embora a emoção seja genuína, a “galera” de cada boi é, na prática, organizada com meses de antecedência por cada agremiação, que orienta cores, coreografias coletivas, faixas e cânticos específicos para reforçar o desempenho da torcida naquele item julgado do regulamento. Muitos torcedores praticam, inclusive, coreografias específicas de mãos e gritos de guerra antes do festival, de forma coordenada, para que a apresentação da arquibancada também pareça um espetáculo ensaiado — o que, tecnicamente, é exatamente o que ela é.
Perguntas frequentes
Por que as cores dos dois bois são vermelho e azul? O Garantido adotou o vermelho e branco, com um coração como símbolo, enquanto o Caprichoso adotou o azul e branco, com uma estrela como símbolo — escolhas que remontam à fundação de cada agremiação, em 1913, e que se consolidaram ao longo de décadas de rivalidade, a ponto de se tornarem hoje um dos elementos de identidade mais fortes de toda a cidade de Parintins durante o período do festival.
Quem decide o tema de cada boi a cada ano? Cada agremiação define, com meses de antecedência, um enredo anual — geralmente ligado a lendas amazônicas, temas indígenas, ambientais ou históricos —, que orienta a composição das toadas, a criação das alegorias e a caracterização dos itens julgados naquela edição específica, de forma soberana e independente em relação ao boi rival, sem qualquer coordenação prévia entre as duas equipes de criação.
O Festival de Parintins acontece todos os anos na mesma data? Sim, tradicionalmente no último fim de semana de junho, ao longo de três noites consecutivas no Bumbódromo, com a ordem de apresentação de cada boi em cada noite definida por sorteio prévio entre as duas agremiações.
Existe algum critério para se tornar torcedor de um boi ou do outro? Não existe nenhuma regra formal — a escolha costuma ser transmitida por tradição familiar, passada de geração em geração dentro de cada casa de Parintins, de forma parecida com o que acontece com clubes de futebol em outras regiões do país. É comum, inclusive, que famílias inteiras se identifiquem publicamente com um dos dois bois há várias gerações, o que reforça o caráter quase hereditário dessa rivalidade dentro da própria cidade — um padrão de identidade transmitida por linhagem familiar que ajuda a explicar por que a paixão pelo festival raramente diminui de uma geração para a seguinte.
Um boi pode ganhar o festival mesmo se a torcida do adversário for maior naquele ano? Sim. Como a pontuação depende de uma comissão técnica de nove jurados avaliando 21 itens específicos do regulamento — e não de uma votação popular direta —, o resultado final reflete o desempenho técnico e artístico avaliado item por item, não necessariamente o tamanho ou a intensidade da torcida presente na arquibancada naquela edição específica. Ainda assim, boa parte do público local acompanha o resultado com a mesma paixão de uma final esportiva, e disputas sobre a pontuação de cada item costumam gerar debates acalorados entre torcedores nos dias seguintes ao anúncio do campeão.
Fontes consultadas
- Festival de Parintins (site oficial) — Conheça a origem do Festival de Parintins: https://www.festivaldeparintins.com.br/conheca-a-origem-do-festival-de-parintins/
- Wikipédia — Festival Folclórico de Parintins: https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_Folcl%C3%B3rico_de_Parintins
- Wikipédia (EN) — Parintins Folklore Festival: https://en.wikipedia.org/wiki/Parintins_Folklore_Festival
- Revista Fórum — Entenda o Festival Folclórico de Parintins: https://revistaforum.com.br/cultura/2023/7/1/entenda-festival-folclorico-de-parintins-138709.html
- Festival de Parintins (portal histórico) — História do Festival de Parintins: https://festivaldeparintins.art.br/historia-do-festival-de-parintins
- Toda Matéria — Bumba meu boi: origem, lenda, dança e festas: https://www.todamateria.com.br/bumba-meu-boi/
- Fantasia Wiki/Fandom — Francisco e Catirina: https://fantasia.fandom.com/pt/wiki/Francisco_e_Catirina
- Toda Disciplina — Bumba Meu Boi: origem, lenda, personagens e sotaques: https://www.todadisciplina.com.br/bumba-meu-boi/
- CNN Brasil — Festival de Parintins 2026: conheça os 21 itens de Caprichoso e Garantido: https://www.cnnbrasil.com.br/pop/festival-de-parintins-2025-conheca-os-21-itens-de-caprichoso-e-garantido-2/
- SRzd — Guia do Festival de Parintins 2025: entenda a festa de Caprichoso e Garantido: https://srzd.com/blog/entretenimento/festival-de-parintins/guia-do-festival-de-parintins-2025-entenda-a-festa-de-caprichoso-e-garantido/
- O Calendário — Festival de Parintins 2027: https://www.ocalendario.com.br/festas-populares/festival-de-parintins
- Wikipédia (EN) — Parintins: https://en.wikipedia.org/wiki/Parintins
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Wanderley Scarpignato é jornalista, publicitário e Palmeirense, criador de conteúdo especializado em cultura pop, curiosidade, games e história em geral.
Fundador do MinutoCurioso em 2025, tem foco em contar histórias e eventos reais, saciar a curiosidade dos leitores com informações rápidas e de fácil entendimento.



